Prevenção • Kids


A relação que seu filho terá com o cuidado bucal pela vida inteira começa na primeira visita. Aqui, ela começa bem — sem dor, sem pressão, sem "abre a boca".

Criança sorrindo durante consulta odontológica

Por que começar cedo

A primeira consulta
define a próxima década.

A maior parte dos adultos com pavor de dentista — e estima-se que sejam mais de 30% da população brasileira — tiveram uma primeira experiência traumática na infância. Algo doloroso, súbito, sem explicação prévia. A imagem ficou. O medo se consolidou. E persiste, agora, em decisões evitadas por décadas.

O caminho contrário é igualmente poderoso. Crianças que conhecem o consultório antes de qualquer dor, que constroem familiaridade com o dentista como construiriam com qualquer outro adulto da rotina, chegam à vida adulta com uma relação completamente diferente com o cuidado bucal. Escovam por hábito, não por cobrança. Vão ao dentista sem reclamar. Tratam a boca como tratam o resto do corpo: com atenção contínua, não em reação a problemas.

O programa Kids da Biodonth é desenhado para essa segunda trajetória. A primeira ida é planejada para que toda ida seguinte parta de um lugar tranquilo.

O que inclui

Não é uma consulta.
É uma visita.

A primeira consulta de uma criança até 3 anos é, na prática, uma conversa entre o odontopediatra e os pais, com a criança presente. A partir dos 3-4 anos, ganha estrutura de consulta. Em todas as idades, o foco é a relação — não o procedimento.

01

Conversa com os pais.

Antes de qualquer coisa, uma conversa estruturada com os responsáveis: alimentação, uso de chupeta/mamadeira, técnica de higiene, hábitos como roer unha ou ranger dentes. Saímos com orientações práticas e específicas para a sua criança.

02

Adaptação ao consultório.

A criança explora o espaço no seu ritmo. Senta na cadeira sem obrigação, manipula o espelhinho, vê os instrumentos sem que sejam usados nela. Familiaridade construída antes de qualquer procedimento.

03

Avaliação clínica (quando a criança colabora).

A partir do momento em que a criança permite — geralmente entre 2 e 4 anos, varia muito —, fazemos o exame clínico completo. Em crianças mais novas, no colo dos pais. Em crianças mais velhas, na cadeira como um adulto.

04

Aplicação de flúor (quando indicado).

Para crianças com risco de cárie, aplicação tópica de flúor é uma intervenção preventiva simples e rápida. Não é dolorosa, e a criança colabora normalmente.

05

Cronograma de retornos.

Os pais saem com a frequência recomendada de retornos (geralmente a cada 6 meses), com orientações entre as consultas, e com canal aberto para dúvidas. O programa Kids continua entre as visitas.

Sinais para buscar agora

Quando agendar
a primeira ida.

A recomendação atual da Sociedade Brasileira de Odontopediatria é primeira consulta entre 6 e 12 meses de idade — ou logo após o nascimento do primeiro dente. Mas não há "tarde demais": qualquer idade até a adolescência é o momento certo se ainda não houve uma primeira visita.

  • Seu filho ainda não foi a um dentista, e está na faixa de 6 meses a 12 anos.
  • Apareceu uma mancha branca, marrom ou escura em algum dente.
  • A criança apresenta dor ao mastigar, ao beber gelado, ou aponta para a boca quando come.
  • Há queda de algum dente por trauma (queda, bate na face).
  • Você nota uso prolongado de chupeta ou hábito de sucção do dedo passados os 3 anos.
  • A criança ronca alto, dorme de boca aberta ou respira pela boca durante o dia.
  • Houve atraso no nascimento dos primeiros dentes (após 14 meses sem nenhum dente).

Nenhum desses sinais, isoladamente, é emergência. Mas qualquer um deles é razão suficiente para marcar a primeira consulta agora.

Como o programa funciona

O cuidado
que se constrói por anos.

O programa Kids não é uma consulta isolada — é um relacionamento que se constrói ao longo dos anos formativos da criança. Cada consulta se apoia na anterior.

01

Primeira consulta — só para conhecer.

Tempo de sobra (frequentemente os 60 minutos completos), conversa com os pais, adaptação da criança ao espaço, e avaliação inicial quando viável. Se a criança não permite muito no primeiro dia, voltamos. Sem forçar.

02

Consultas semestrais de acompanhamento.

A cada 6 meses, retorno para profilaxia leve, avaliação do desenvolvimento da boca, e orientação atualizada conforme a criança cresce (mudança de dentes de leite para permanentes, mudanças de alimentação, novas habilidades de escovação).

03

Intervenções, quando necessárias.

Quando há cáries, traumas ou outras situações que exigem tratamento, conduzimos com técnicas atraumáticas sempre que possível. Em casos mais sensíveis, sedação consciente pode ser indicada — sempre conversada com os pais antes. Nada é feito por surpresa.

04

Transição para o paciente adulto.

Ao chegar na adolescência, conversamos sobre transição para acompanhamento adulto na clínica. Muitos pacientes que começaram conosco aos 5 anos continuam aqui aos 25 — é essa a continuidade que a odontopediatria preventiva constrói.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre este programa.

A recomendação atual da Sociedade Brasileira de Odontopediatria é primeira consulta entre 6 e 12 meses, ou logo após o nascimento do primeiro dente. Não há cedo demais. Há tarde — e tarde só virou tarde se nunca foi.

Próximos passos

A relação tranquila
começa hoje.

A primeira visita do seu filho não precisa ser uma consulta dolorosa em resposta a algum problema. Pode ser uma visita planejada, sem trauma, antes de qualquer urgência. Esse é o ponto de partida do programa Kids.